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Comunicación

Carlos Barros: "Nom nos movemos polos ditados de nengum grupo de poder estabelecido "

"Os movimentos sociais e os meios de comunicaçom que promovemos a defesa do idioma temos o dever de potenciar na medida das nossas posibilidades a activaçom da sociedade para proteger o principal património cultural e identitário com o que contamos"

MONTSE DOPICO . SANTIAGO   | 10.05.2010 
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Carlos Barros afirma que ao ‘Novas’ non lle afectou a crise da prensa

O xornal Novas da Galiza iniciou hai pouco unha nova etapa con máis sinaturas, páxinas e unha nova maqueta. Hoxe é un referente no ámbito dos medios de comunicación alternativos vinculados ao reintegracionismo e ao soberanismo. Carlos Barros é o seu director.

 

O xornal naceu hai nove anos, e serviu para apontoar o efecto normalizador logrado polos centros sociais autoxestionados. Agora a situación mudou: o Goberno promove retrocesos na política lingüística... Como afecta isto ao voso proxecto?

Afectou-lhe na mesma medida em que afectou ao conjunto dos movimentos sociais, do ponto de vista em que nos obriga a centrar mais esforços na defesa do idioma. Se à sua grave situaçom somamos iniciativas governamentais que favorecem a sua desa-
pariçom, os movimentos sociais e os meios de comunicaçom que promovemos a defesa do idioma temos o dever de potenciar na medida das nossas possibilidades a activaçom da sociedade para proteger o principal património cultural e identitário com o que contamos.

Sodes un referente para o reintegracionismo e o soberanismo. Pero recentemente creáronse proxectos novos en medios de comunicación alternativos como o Diário Liberdade ou renováronse outros que xa existían como Galizalivre. Por que hai esa certa fragmentación nos proxectos?

A pluralidade na oferta da comunicaçom alternativa é positiva do ponto de vista em que contribui a contrarrestar a massificaçom informativa por parte dos oligopólios informativos que controlam os fluxos de comunicaçom. Entendo que cada um dos projectos que mencionas tem a sua razom de ser, a sua funçom e o seu público objectivo, que em muitas ocasions é compartilhado. Considero que a Internet é um espaço no que o tecido social que se move goça de boa saúde, e prova disto é essa pluralidade, como também que dia a dia os projectos que surgem oferecem umha maior qualidade.

Como evolucionou a vosa relación cos movementos sociais?

Entendemos que a relaçom se foi intensificando a medida que o nosso projecto se foi consolidando e avançando, da mesma maneira que lhe está a acontecer ao movimento dos centros sociais. A interacçom e a retroalimentaçom entre o projecto comunicativo e o activismo é beneficioso para todas as partes, para o avanço social das propostas de mudança e para a progressiva construçom da Galiza que queremos.

Facedes xornalismo de investigación, que é sempre fonte de problemas...

De nom investigar, de nom irmos mais alá do que as fontes oficiais nos oferecem, o jornalismo acaba por parecer-se mais a um gabinete de imprensa. Nós enfrentamos um processo penal trás sermos denunciados pola Agência Tributária. E nom nos surpreende, porque somos conscientes de que as entidades que som objecto das nossas reportagens de investigaçom nom vam ver com bons olhos que saia à luz aquilo que precisam ocultar. Como neste caso, os vínculos entre responsáveis do Serviço de Vigiláncia Aduaneira com o narcotráfico. As denúncias e as pressons das que poidamos ser objecto nom vam deter o nosso trabalho. A nossa independência permite-no-lo e as nossas motivaçons obrigam-nos a fazê-lo.

Hai uns meses presentastes unha nova etapa no xornal. En que consiste? Que retos tedes para o futuro?

A nova etapa parte do afiançamento e do fortalecimento da nossa equipa humana e dos meios materiais dos que dispomos. E manifesta-se num incremento de oito páginas no jornal, a renovaçom da sua maqueta, a especializaçom dos jornalistas nas diferentes áreas temáticas e a elaboraçom de um produto que se apresenta com vontade de melhorar a sua qualidade e profissionalidade. Queremos ser cada vez mais referentes para mais pessoas e sectores sociais. Quando consigamos avançar neste sentido poderemos também incrementar as nossas páginas e, o que é mais importante, reduzir a nossa periodicidade.

Difundistes un cuaderniño informando de que superarades en números publicados o xornal soberanista ‘A Fouce’. Que significa isto para vós?

A Fouce foi un xornal dunha qualidade impressionante para a época em que se editou, antes da guerra espanho-
la. Mais desde o arredismo, à esquerda do Partido Galeguista. Surpreendentemente, som muitas as coincidências entre as reivindicaçons do grupo editor da Fouce e as demandas do nacionalismo de hoje, como a necessidade do ensino na nossa língua, o reintegracionismo, as relaçons com Portugal ou a superaçom do marco jurídico-político a partir da própria determinaçom popular. Para nós é o primeiro referente com o que nos sentimos identificados.

foi un xornal dunha qualidade impressionante para a época em que se editou, antes da guerra espanho-la. Mais desde o arredismo, à esquerda do Partido Galeguista. Surpreendentemente, som muitas as coincidências entre as reivindicaçons do grupo editor da Fouce e as demandas do nacionalismo de hoje, como a necessidade do ensino na nossa língua, o reintegracionismo, as relaçons com Portugal ou a superaçom do marco jurídico-político a partir da própria determinaçom popular. Para nós é o primeiro referente com o que nos sentimos identificados.

Supoño que unha das principais dificultades para vós é o financiamento. A Xunta négavos axudas pola cuestión normativa, durante o bipartito fostes críticos tamén co PSOE e o BNG, sobre todo con este último... Como lograr medrar desde o voluntarismo?

Devemos abrir-nos a mais sectores sociais, diversificar a nossa oferta e procurar espaços mais amplos de difusom. Mas nom adequar o nosso produto à forma que nos reclamariam os que podem financiar-nos, bem seja desde os cofres públicos ou os empresariais. Queremos destacar a releváncia do trabalho voluntário e militante, que foi o que permitiu o desenvolvimento do Novas da Galiza. Sem renunciar, isso si, a profissionalizar o nosso trabalho, o que permitiria melho-
rar o nosso produto. Mas quando o consigamos vai ser a partir dos nossos próprios recursos, por nós mesmos. É umha aspiraçom poder ver remunerado o nosso trabalho, mas nom um requisito imprescindível. A satisfacçom que proporciona podermos exercer jornalismo com plena liberdade é um pagamento suficientemente gratificante.

Creo que andades polos 5.000 lectores ao mes. E nunca quixestes ser un medio só do soberanismo, senón para toda a sociedade –supoño que para a esquerda e o nacionalismo–. Cal será a vosa estratexia, nun momento de crise estrutural da prensa?

Queremos chegar à sociedade que demanda meios de comunicaçom critica, que procura aceder a informaçons diferenciadas das agendas da imprensa empresarial. Para isto nom temos outra alternativa que fortalecer o produto jornalístico que oferecemos, ampliar a nossa rede de colaboraçons, diversificar o abano de temáticas que tratámos e continuar a avançar na procura de mais qualidade e originalidade na configuraçom da nossa oferta. Em relaçom ao que comentas da crise geralizada dos meios, consideramos que esta nom nos afecta. As pessoas que compram os jornais de difusom massiva respondem a estímulos comerciais e a hábitos adquiridos socialmente. Quem procura Novas da Galiza sabe que vai encontrar um meio de comunicaçom radicalmente diferente. Sabe que nom nos movemos por interesses empresariais nem ditados de nengum grupo de poder estabelecido.

Como ves a situación dos medios alternativos?

Tendo em conta a saúde dos movimentos populares no país considero que a oferta comunicativa é ampla e diversa, dispom dumha qualidade importante para os recursos dos que dispom e representa a nível geral o gérmolo do que poderá ser umha rede informativa que permita avançar na contruçom de umha realidade social diferente numha naçom que aspira a se emancipar. Fica muito por fazer, mas entendo que o esforço que dedicam hoje à comunicaçom os movimentos em relaçom à sua presença social é importante e supom umha aposta decisiva para que
estes avancem. l

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