Xoves 02.09.2010
| Actualizado 18.54
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A música que é uma libertação também pesa, e por isso foi criado o MP3, para que a música comprimida neste formato de áudio pudesse viajar polos canais de comunicação. A nossa língua leva já muito tempo pesando e também comprimindo. Comprimindo a boca de todos, as preocupações de todos, os esforços de todos, os cartazes de todos, as revistas de todos, as cátedras de todos, as conversas de todos, e nunca as escolas de todos, e cada vez menos todos. A língua deveria ser um mercado, mas deixamos o mercado para os outros.
Vi nestes anos tantos informes sobre a situação da língua, manifes, tantos por-ai-não, tantos isso-é-inviável, tantas reuniões sobre o idioma, tantas vezes a palavrita. Somos um povo reunido e povo reunido será sempre vencido. Mas quando decidimos trabalhar polo idioma, o primeiro que se nós ocorre pola santa "normalización" é fazer uma revista. Pais de revistas. Pais de analistas. E a análise já sabemos onde conduz: à parálise, e parálise permanente devia ser só o nome dum grupo punk. A língua na Galiza comprime-nos até a inteligência. O idioma não é um MP3 porque a sua música, imensa, as suas potencialidades imensíssimas, estão comprimidas e não num novo formato.
E ninguém se pergunta se a estratégia de naturalização do idioma que leva o galeguismo no seu conjunto é a mais ajeitada. Se qualquer cousa não funciona em vinte anos muda-se, a menos que não tenhamos realmente vontade de mudar as cousas. Reconheçamo-lo: somos uns estrategas fracassados. Esquecemos a melodia de Inovar ou morrer.
E dou uma possível. Uma multiplicadora. Para já, uma rede de escolas em galego. Cooperativas de ensino privadas com curriculum comum e próprio.
Gueto? já vivemos nele. Só vamos visibilizá-lo. Outra fórmula: ensino público com perfis linguísticos. Passeai por Gipuzkoa e veredes o resultado.
Mas é evidente e já sabemos que caro, a Galiza é outra cousa, um processo mais complexo, coitadinho, em Euskadi e Navarra falam euskera porque são ricos não porque vinte pais e um professor são ikastola, que o de Catalunha, impossível, que em Flandres reintegraram o flamengo com o neerlandês e concorre com o francês mas..., que não nos deixam fazer, que somos assim, que em definitivo, que és muito novo (nem tanto), que metas isto bem na cabecinha, que a estratégia para naturalizar a língua é denantes morta que privada, denantes morta que inovada, denantes morta que cooperativizada, denantes morta que reintegrada, sempre analisada e paralisada. l