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Luns 21.05.2012
| Actualizado 01.43
A folga geral de 29 de Setembro convocada pelas organizações sindicais tem como motivação imediata o combate contra a reforma laboral empreendida polo Governo do Estado. Constitue, ademais, uma resposta contra o domínio de um capitalismo financeiro ultra liberal que criminaliza as reivindicações sociais e as organizações dos trabalhadores, pretende o enfraquecimento dos poderes políticos democráticos, procura teimudamente a privatização dos serviços públicos tão vitais como a sanidade, a educação ou as pensões e chega a anular o protagonismo da economia real.
A folga é necessária. Não pode ser posta em causa com a disculpa da reforma laboral ter a origem próxima nas pressões recebidas pelo Governo central desde as entidades bancárias e financeiras que negam ou encarecem drasticamente os empréstitos demandados polo Estado espanhol.
Muito antes disto, os governos do PSOE, como antes o fixeram os do PP, sem considerarem o carácter enfermizo de um crecimento baseado principalmente na bocha especulativa do sector imobiliario cebada pelo endebedamento interior e internacional, presumiram da criação de mais empregos que o resto da União Européia. Mantiveram a cegueira quando já se anunciava a recessão e não quiseram compreender o que passava quando o desemprego afectou 20 por cento dos activos, duplicando a média alcançada em EEUU e na UE e multiplicando por cinco o desemprego de determinados paises da zona euro. Sem reconhecer que os problemas do Estado espanhol tinham uma gravidade particular, o Presidente do Governo central afirmava não há tanto que "Espanha sairia da crise ao mesmo tempo que os paises da União Européia".
A folga contribuirá a pôr em evidência que a solução da crise não se produzirá por causa de uma reforma laboral dirigida a limitar os direitos dos trabalhadores, senão através de uma profunda mudança das estruturas produtivas, mediando práticas de governo bem diferentes das aplicadas nas últimas décadas.
Frente a esta realidade, obstinando-se culpavelmente todos em que a solução da crise económica do Estado espanhol passa pela reforma das relações laborais, a memoría recente garda as proclamas do Governador do Banco de Espanha, acompanhado pelo Presidente do Banco Central europeu, de banqueiros como o Presidente do Banco de Bilbao, do indigno Presidente da CEOE e de empresários da construção que, feitas aqui as américas e pondo na rua a boa parte dos trabalhadores, alimentam a sua bulimia explotadora noutros paises e continentes.
Levantar-se contra um domínio cruel e suicida: é o que se fará participando na folga do vindeiro 29. Os trabalhadores não podem aceitar que os tomem polo chibo expiatório de uma culpa que pertence aos responsáveis políticos, económicos e financeiros da crise.
